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  • Patrícia Bordignon Rodrigues

Metaverso, a nova esquina de encontros e negócios do planeta!

Episódio 7: A mudança do comportamento do consumidor nos tempos de metaverso

Por Patrícia Bordignon Rodrigues 2 de fevereiro de 2022 no Artigos, Destaque do dia

Tempo de leitura: 4 minutos

Neste artigo vou falar de como imaginamos que será o comportamento do consumidor no metaverso, e olha que esse assunto dá muito o que falar. São diversas as possibilidades e existem muitas oportunidades para quem começar a se mexer logo.

Vamos começar contextualizando que o metaverso tem um grande leque de tecnologias que serão capazes de simular experiências do mundo real de maneira imersiva. Com o universo digital teremos a instantaneidade das mudanças. As nossas relações terão uma percepção de realidade e o metaverso trará infinitas oportunidades no campo digital.

Com o desenvolvimento do metaverso, as imagens holográficas substituirão as de avatar. Assim, todos seremos representados no mundo virtual com a mesma aparência do mundo físico, bem como as expressões faciais e a linguagem corporal serão incorporadas nesse amadurecimento das tecnologias. Muita coisa vai surgir para fazer com que a experiência imersiva no metaverso seja a melhor possível e, acreditem, não faltarão esforços financeiros para apoiar empresas na busca por tecnologias cada vez mais avançadas!


A aposta está gigante! O metaverso deve criar um ecossistema de negócios com faturamento de US$ 800 bilhões até 2024, segundo a Bloomberg.

E como o metaverso mudará a relação dos consumidores com as marcas? Quais serão os comportamentos esperados em tempos de metaverso, no curto e no longo prazos?

Quando pensamos nos consumidores, falamos principalmente das gerações Z e Alpha (nascidos a partir de 1995). Os millennials hoje dominam 40% do mercado e já sinalizam o que esperam das empresas: novas experiências, proximidade e tudo no tempo de um clique.

O metaverso deverá aproximar muito marcas e consumidores. Nesse ambiente imersivo, as marcas terão muito mais visibilidade junto aos seus consumidores e poderão usar esse palco para falar sobre os seus valores, seus propósitos e, ao mesmo tempo, levar informações e dicas que fidelizarão este consumidor carente desse vínculo e dessa grande oportunidade de diálogo.

Segundo estudo da Capgemini, 68% desses jovens preferem se relacionar diretamente com as marcas. A Nike, por exemplo, diminuiu a distribuição para priorizar plataformas próprias. “Mas isso não ameaça o varejo, e sim complementa essa jornada ao torná-lo mais sensível e aberto à inovação”, disse o especialista do setor Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail.

Em 2030, os millennials representarão cerca de 50% da população. Como essas gerações são totalmente digitais, ou seja, não pensam mais na união da loja física com a digital como as gerações atuais, o metaverso será algo bem natural e interessante para eles. Isso, com toda certeza, vai impactar diretamente nas relações de consumo.

O comportamento que mais mudou desde o ano passado foi o tempo cada vez maior que as pessoas passam online e em mundos virtuais. Sabemos que essa mudança foi acelerada pela covid-19, que obrigou os consumidores a mudarem seus comportamentos de consumo e a abandonarem seus medos de comprarem online.

E muitos consumidores mudaram para sempre os seus hábitos – não apenas pelos cuidados com a covid, mas por comodidade. Estamos na era dos consumidores que querem receber as sacolas na porta de casa.

Os processos mudaram: as preferências e os rituais de compra dos consumidores também mudaram. Os mais medrosos aprenderam, na prática, que comprar online funciona e que podem fazer uso dessa comodidade sem prejuízos.

Com isso, muitas empresas estão mudando os seus processos de tecnologia e buscando investimentos para apoiar o metaverso. Hollywood, por exemplo, está mudando rapidamente suas produções por soluções de renderização em tempo real, como Unreal e Unity, ou desenvolvendo seu próprio motor, como a Disney fez com Helios da Industrial Light & Magic. Isso não só oferece maior flexibilidade criativa e cronogramas de filmagem mais eficientes, mas também permite que Hollywood produza “backlots virtuais”

E quais são as mudanças comportamentais no longo prazo?

Todas as mudanças acima mencionadas são muito significativas, mas nenhuma se compara ao impacto da mudança geracional.

Uma criança que tinha 4 anos em 2011 está agora bem encaminhada para a idade adulta. Esses consumidores gastam dinheiro diretamente no conteúdo. E alguns já estão criando conteúdo. À medida que esses consumidores amadurecem, as indústrias se transformam.

Um exemplo importante é a plataforma virtual Roblox, que foi lançada em 2006. Quase uma década se passou antes que tivesse grande audiência. Outros três anos se passaram até que qualquer não jogador realmente notasse o título. Dois anos depois, foi uma das maiores experiências de mídia da história. Agora está mudando o mundo.

A geração de crianças de hoje se expressa, aprende e se socializa constantemente por meio de mundos virtuais em que podem colaborar. Esse é um caminho sem volta. As possibilidades desses mundos virtuais se expandirão. Sua facilidade de uso aumentará e o seu protagonismo também.

Essa geração é consumidora. Alguns são criadores de conteúdo, mas ainda não temos líderes de negócios, mas eles serão. E vão realizar mudanças transformadoras.

O metaverso está logo ali e, como diz Thomas Frey: “ao mudarmos a visão de alguma pessoa sobre o futuro, nós também mudamos a forma como ela toma suas decisões hoje”.

Tempo de planejar e agir! Os consumidores estão ávidos por experiências inovadoras e sonham com esse momento em que estarão perto das suas marcas preferidas que sabem tanto sobre cada um de nós.


Vejo vocês no próximo episódio sobre metaverso!

Patricia B. Bordignon Rodrigues é diretora de Marketing e Canais Benkyou.

Imagens: Shutterstock

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